Atender a comunidade surda não é apenas saber alguns sinais. É compreender uma língua, uma cultura, uma história e uma luta por direitos.
A Libras é uma língua, e o acesso à comunicação é um direito. Por isso, acessibilidade não pode ser improvisada especialmente em áreas como Psicologia, saúde, educação, Justiça e serviços públicos.
Ser um profissional qualificado exige muito mais do que memorizar sinais. É necessário domínio linguístico, conhecimento cultural, ética, responsabilidade e capacidade de interpretar sentidos e contextos, respeitando a identidade e a autonomia da pessoa surda.
E precisamos falar sobre quem avalia esses profissionais.
A participação de pessoas surdas em processos de formação e avaliação é fundamental para fortalecer uma preparação que considere o uso real da Libras e as necessidades da comunidade.
A pessoa surda não deve ser apenas quem recebe o serviço. Ela precisa ocupar espaços de participação, avaliação, construção e decisão sobre aquilo que envolve sua língua e sua comunidade.
Porque não basta “sinalizar”.
É preciso comunicar, compreender e respeitar.
Qualificar profissionais é ampliar direitos.
Ouvir a comunidade surda é respeitar sua história.
Construir acessibilidade com a comunidade surda é construir acessibilidade de verdade.
Que possamos avançar de uma acessibilidade feita para a comunidade surda para uma acessibilidade construída com a comunidade surda. 🤟🏻
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