A dor física nunca é puramente biológica, ela é uma experiência psicossomática. No olhar psicológico, o corpo é o palco onde as emoções se manifestam. Quando a dor se torna persistente, ela consome a energia mental, altera o humor e molda nossa percepção do mundo, criando um ruído constante que vai muito além do desconforto físico. Viver com dor exige um esforço cognitivo exaustivo. A mente opera em sobrecarga, tentando ignorar os sinais de alerta enquanto tenta focar na rotina. Isso gera fadiga mental, irritabilidade e falta de concentração. Ocorre então um ciclo vicioso: a dor causa estresse, que tensiona os músculos, ampliando a sensação dolorosa e levando, muitas vezes, ao isolamento social por puro esgotamento emocional. Para atravessar os dias em que o corpo grita, é fundamental trocar a resistência pelo acolhimento: Não lute contra o limite do seu corpo. Aceitar que hoje você precisa de um ritmo lento é autocuidado, não desistência. Use a atenção plena para observar a...